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f* for f%&”§@»…

Na passada semana, com a internet inundada com imagens da capa da Kim K para a Paper Magazine, optei por ocultar a minha incredulidade e não comentar as imagens que circularam um pouco por todo o lado.
Mas hoje, depois de ler as palavras da Anna Wintour quando questionada sobre o porquê de uma capa vogue com o casal Kim + Kanye não vou deixar de comentar…

Last week, with the internet flooded with images of Kim K’s cover of Paper Magazine, I chose not to comment on the images that circulated all over the place.
But today, after reading the words of Anna Wintour when asked abouthe vogue’s cover with couple Kim + Kanye I can not not help commenting:

” I think if we just remain deeply tasteful and just put deeply tasteful people on the cover, it would be a rather boring magazine! Nobody would talk about us.” (Anna Wintour via whowhatwear.com)

Olhando para isto:
Looking at this:


source | papermag.com

E somando a nudez que se vê aqui, nas restantes fotos: Falta de gosto? Olhando para as fotos acima: “Anna, até foste querida em ficar por aí!”
And adding the full nudity that you can see here, in the other photos: Lack of taste? Looking at the above: “Anna, you were such a darling in keeping it low key on the taste issue!”

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Depois de uma vida (ora entre o final da adolescência e agora já se passaram quase duas décadas, por isso acho que posso falar de uma vida) a fugir de todas as coisas oleosas, parece que agora anda tudo “óleocecado”, ou seja, com uma obsessão extrema com os inúmeros benefícios dos óleos.

Primeiro foram os óleos secos para a pele. Alguém teve a feliz ideia de inventar este contra-senso do óleo seco, ou seja, um óleo que não deixa o nosso corpo com o brilho característico de alguém besuntado em óleo Johnson’s. E confesso, experimentei e gostei! A minha tez irremediavelmente clara precisa de toda a ajuda possível e aquele brilhozinho discreto nas minhas pernas confere um “je ne sais quoi” de saudável que ela bem precisa.

Algum tempo depois foram os óleos capilares. Ao que parece, estes garantem milagres na regeneração dos nossos cabelos. E quem não quer um cabelo regenerado e com um ar saudável? Disto não tenho qualquer conhecimento, exceptuando uma ocasional aplicação do meu Huile Prodigieuse nas pontas do meu cabelo massacrado pelos ferros de alisamento – ergghhhh, eu já confessei aqui o quanto detesto o frizz espontâneo – mas que não foi suficiente para  que possa aqui emitir uma opinião sensata sobre o tema.

Depois os óleos de limpeza. Óleos de limpeza cutânea – errgghhh, não será isto outra contradição? Ao que parece o óleo é agora o nosso melhor aliado na limpeza da pele… isto depois de anos passados a fugir da oleosidade cutânea e obcecadas com produtos oil-free. Mas dizem as entendidas (aqui, por exemplo) que funciona mesmo, e que a pele fica mais limpa do que com qualquer outro método ou produto… e, pela manhã, não acordamos com a cara ensopada numa poça de óleo (M I L A G R E ?).

Depois foi o óleo de côco, em versão produto milagroso para pele, cabelo e saúde (aqui).

E nos últimos dias fui surpreendida por isto: Oil Pulling, ou seja, extracção com óleo, uma espécie de mezinha ayurvédica que promete todos os benefícios e mais alguns e que consiste em bochechar durante 15 a 20 minutos com óleo de sésamo, girassol ou côco.
Aqui:

After a lifetime (between my adolescence and now it’s been almost two decades, so I think I can speak of a lifetime) escaping from all the oily stuff, it seems that now everyone is “oilsessed”, ie , with an extreme obsession with the numerous benefits of the oils.

First the dry oils for the skin. Someone had the great idea to comeup with this nonsense of dry oil, or an oil that doesn’t leave your body with the characteristic glow of someone smeared in Johnson’s oil. And I confess , I tried it and loved it! My hopelessly light complexion needs all the help possible and that slight twinkle in my legs gives an healthy “je ne sais quoi” wich she really needs.

Sometime later were the hair oils. Apparently , these guarantee miracles in the regeneration of our hair. And who does not want a regenerated and healthy hair? I have no expert knowledge about it, except an occasional application of Huile Prodigieuse in the tips of my hair butchered by straightening irons – ergghhhh , I’ve confessed here how much I hate the spontaneous frizz – but that is not enough for me to give an opinion on the subject .

After came the cleansing oils. Oils for your skin cleansing – errgghhh, isn’t this another contradiction? Apparently the oil is now our best ally in skin cleansing… this after years of running away from oily skin and obsessed with oily skin oil-free products. But the one who know say (here, for example) that it really works  and that the skin is cleaner than with any other method or product… and in the morning, you don’t wake up with your face soaked in a pool of oil (M I R A C L E ?).

Thencame the coconut oil as a miraculous product for skin, hair and health (here).

And, in recent days, I was surprised by this: Oil Pulling , ie extraction with oil, a kind of ayurvedic remedy that promises all the benefits you can imagine and that consists of swishing sesame, sunflower or coconut oil around your mouth for 15 to 20 minutes.
Here :

As promessas? Remover todo o género de bactérias e toxinas do nosso corpo – erghhhh, E S T R A N H O!
Mais aqui e aqui.

Ao ritmo que isto vai, qualquer dia dou por mim a ler que, se calhar, o óleo Johnson’s na praia até traz benefícios (don’t think so!).
Óleo? O nosso novo BFF?

E vocês? O que acham desta “óleosessão”?

PS: Maior desvantagem de óleos solares: derretem a impressão de revistas e livros e acabamos com um calquito da nossa literatura preferida no corpo (G U I L T Y !).

The promises? Removing all kinds of bacteria and toxins from your body – erghhhh , W E I R D!

More here and here.

As this is going, every day now I will find myself reading that maybeJohnson’s oil on the beach brings benefits (don’t think so !).
Oil? Our new BFF ?

What about you? What do you think of this ” oilsession”?

PS : Biggest disadvantage of solar oils: melting the printing of magazines and books and you ending up with a tattoo from your favorite literature in the body ( G U I L T Y  ! ).


source | theguardian.co.uk

“A coffee table book is a hardcover book that is intended to sit on a coffee table or similar surface in an area where guests sit and are entertained, thus inspiring conversation or alleviating boredom.” In wikipedia

Ok… então o que é que está errado nesta frase?

1: a ideia de que apenas um livro de capa dura pode merecer essa pseudo-honra de ter um lugar marcado na mesinha de café.
2: a ideia de que o livro está lá para entreter convidados… por acaso a sala lá de casa é alguma sala de espera de consultório médico?
3: aliviar o aborrecimento… os vossos convidados costumam sentir-se aborrecidos lá em casa?

É bastante óbvia a minha irritação com o conceito do “coffee book table”. Quem está atento ao meu Twitter (não sei porque tão poucas pessoas que gravitam em torno de mim usam o Twitter… mas eu estou a ficar fã… acompanhem os meus tweets aqui do lado direito) deu por ela…

Se a expressão “coffee book table” vier acompanhada da palavra curadoria, então aí fico a trepar pelas paredes (I wish, mesmo na escola via-me aflita para trepar às cordas do ginásio). Já repararam na facilidade com que, hoje em dia, se aplica a palavra curadoria? Aqui, aqui ou aqui, por exemplo. Eu própria já caí nessa tentação…

Tivera eu uma mesinha de café, e não me faltariam livros para ocupar a afamada posição de honra… afinal, se há coisa que não falta a um arquitecto, é uma boa colecção de livros de capa dura, carregadinhos de imagens bonitas e que fariam as delícias de qualquer “curador de mesas de café”. Parece que organizar mesas de café é agora “1 coisa” para a qual decoradores e alguns curiosos estabelecem regras e reclamam mestria. Please…

Juntem a isto a hipótese de a mesinha de café de alguém estar repleta de bibliografia, que o próprio nunca leu, mas que foi coleccionada por transmitir a ideia certa sobre o “alguém” que o próprio quer transparecer. Tudo rematado com o cuidado posicionamento de acessórios, também eles meticulosamente seleccionados, e que, poisados sobre os livros (que entretanto ganharam o estatuto de tampo de mesa porque estão eles a servir de base para apoio de bibelots) indicam que os nossos queridinhos livros nunca são abertos… nem deverão sê-lo. Como quando têm um vaso com uma planta, uma jarra com flores ou uma vela enorme, todos no papel de “pisa livros”: I R R I T A Ç Ã O !

“(…) Once, books were on the table to get the conversation going. There was the suggestion that you might have read what was sitting there. Now there’s no illusion that the book has ever been opened. There might be objects — accessories — on the top of the books. At a certain point, the coffee table book became a second coffee table.(…)” in new york times aqui

Coffee Table Books… O livro ao nível de um bibelot… Como é possível não nos irritarmos com este conceito?

Don’t get me wrong. Há livros lindíssimos, no sentido do objecto. Que merecem todo o destaque na nossa casa… não lhes chamem é “coffee table books”.

Ok… so what ‘s wrong with this sentence?

1: the idea that only one hardcover book can earn this pseudo-honor of having a place marked on the coffee table.
2: the idea that the book is there to entertain guests… by any chance is your living room some sort o medical office waiting room?
3: alleviate boredom… do your guests often feel bored at your home?

My anger against the concept of the “coffee table book” is quite obvious. Those who follow my Twitter (I do not know why so few people that gravitate around me use Twitter… but I’m turning into a real fan… follow my tweets here on the right) noticed it this week…

If the term “coffee table book” is accompanied by the word curator or curation, then I am climbing the walls (I wish , even at school I found it very hard to climb the ropes in gym). Have you noticed the ease with which, nowadays, the word curator is applied? Here, here or here, for example.

If I had a coffee table , I wouldn’t lack thebooks to occupy that position of honor… after all, if there’s one thing an architect does not lack, is a good collection of hardcover books, full wih beautiful images and that would delight any “coffee tables’ curator.” It seems that organizing coffee tables is now “a thing” for which decorators, and some curious, establish rules and demand mastery. Please …

Join the hypothesis that someone’s coffee table is being filled with bibliography he never read, but that was colected to conveying the right idea about the “someone” he wants the others to perceive. All topped with carefully positioned accessories, also meticulously selected and laid on the books (wich gained the status of a table top themselves because they turned into a basis for those acessories) indicating that our darlings books were never opened… nor should they be. Like when there is a plant, flowers or a giant candle acting as weight on the books: A N G E R !

“(…) Once, books were on the table to get the conversation going. There was the suggestion that you might have read what was sitting there. Now there’s no illusion that the book has ever been opened. There might be objects — accessories — on the top of the books. At a certain point, the coffee table book became a second coffee table.(…)” in new york times here

Coffee Table Books… The book at the level of a bibelot … How can you not be irritated by this concept?

Don’t get me wrong. There are really beautifull books…in the sense of an object. Wich deserve all the spotlight at our house… just don’t call them “coffee table books” .

PS1: a mesa de café perfeita: uma onde consigam, efectivamente, pousar o vosso café…
PS1: the perfect coffee table: one where you can, actually, put down your coffee…

source | pintrest.com

PS2: outra forma de dar posição de destaque lá em casa a um livro que nos mova, nomeadamente pelo seu conteúdo, aqui.
PS2: another way to give a prominent position at home to a book that moves us, in particular for their content, here.


source | boox.me

source | jdamngeeky.com

E se o nosso soutien tivesse a sua própria opinião?
Estamos a atingir o absurdo com o universo tecnológico das Apps a chegar aos nossos soutiens. A Ravijour pretende que este resista a investidas de homens que não nos interessam. (ora se não nos interessam, como terão conseguido chegar aos nossos soutiens?)
Supostamente, este soutien abre-se apenas perante o verdadeiro amor…
Mais ridículo que isto? Parece-me difícil…
And what about if our bra had its own opinion?
We are reaching the absurd with the technological world of Apps reaching our bras. Ravijour intends for this one to resist attacks by men who do not interest us. (Now if they do not interest us, how did they managed to get our bras?).
Supposedly, this bra openes only to our true love…
More ridiculous than this? I find it difficult …