Foodie @ Royale Cafe

Royale1
source | mine

Quando o Royale abriu portas no Chiado, em 2005, foi um dos pioneiros do trend de restaurantes de inspiração nórdica e cozinha mediterrânica que, mais tarde, veríamos multiplicar-se por essa Lisboa fora.

Conheço a Ana Faro, a responsável pelo Royale, há uns anos e posso dizer que a Ana fez aqui a aposta certa, conseguindo criar, e manter, um restaurante eclético tanto na carta que apresenta como no ambiente.

Aqui, vi aparecer as tostadas, numa época em que sandes abertas eram coisa de dinamarquês e ainda um território por explorar em terras lusitanas.
Vi saladas atrevidas, com o chocolate a assumir lugar de tempero.
Vi sabores tão portugueses, como o queijo da ilha e os coentros, servidos numa bolsinha de pão oriental, a pita, que até então só víamos com doner kebabs.
Aprendi que, antes de um criativo mas tradicional bacalhau espiritual servido em trouxa de filo, podemos e devemos partilhar sabores do outro mundo: Tapa Ibérica, Baba Ghanoush, Tzatziki Grego ou o Hummus do Médio Oriente, para o qual nunca há pita que chegue de tão delicioso que é.
Vi aparecer aqui um hambúrguer delicioso, num tempo que ainda não era de hambúrgueres.
Foi aqui que percebi que, às vezes, um batido pode ser comido à colher. E no caso do Batido Royale, deliciosamente encorpado, com leite condensado e bolacha, recorram ou não à colher, mas não deixem de o provar. Vão querê-lo todos os dias para o pequeno almoço!
E vi muito mais! Uma parede verde na altura em que ainda eram uma raridade e não eram sinónimo de solução modular composta de vasinhos de plástico empilháveis, daqueles que se vendem nas mecas da bricolage. Vi papel de parede ser usado sem medo, juntamente com estuques trabalhados e cadeiras escandinavas e, talvez pela primeira vez em anos, as loiças do Bordalo ganharem destaque à mesa… muito antes de tudo isto se ter replicado vezes sem fim nessa Lisboa que adora celebrar o Vintage.

Em tudo isto, o Royale foi, para mim, pioneiro. E hoje, practicamente passados 10 anos, ali continua no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, com a mesma força que tinha no primeiro dia e, por isso, é importante voltar sempre. Continua a ser o sítio certo para uma mesa de amigos partilhar uma refeição pois, sejam quais forem os seus caprichos gastronómicos, porque, no Royale, entre pratos do outro mundo, saladas originais, tostadas criativas ou um simples bife da vazia grelhado, todos vão encontrar algo perfeito (e delicioso) para celebrar uma noite de amizade.

PS: Mais sobre o Royale Café aqui e aqui.

When Royale opened its doors in Chiado, in 2005, it was one of the pioneers to the trend of restaurants with Nordic inspiration and Mediterranean cuisine that, later on, we would see multiplied around Lisbon.

I’ve known Ana Faro, the responsible for Royale, for a few years and I can say that Ana made ​​the right bet here, managing to create and maintain an eclectic restaurant both in its menu and in its atmosphere.

Here, I saw “Tostadas”, at a time when open sandwiches were a thing for the Danish and still an unexplored territory in Lusitanian lands.
I saw cheeky salads, with chocolate in the place of seasoning.
I saw Portuguese flavors such as “queijo da ilha” and coriander, served in a little bag of eastern bread , the pita, which, until then, I was used to see along with doner kebabs.
I learned that, before a creative yet traditional “Bacalhau Espiritua” (cod) served in filo pastry, we can and should share the flavors of the world: Iberian Tapa, Baba Ghanoush, Greek Tzatziki or Hummus from the Middle East, for which there is never enough pita because it is so delicious.
I saw a delicious burger, at a time that still was not the one of gourmet burgers.
It was here that I realized that, sometimes, a smoothie can be eaten with a spoon. And in the case of “Batido Royale”, deliciously embodied with condensed milk and cookies, using a spoon or not, but you have to taste it. You’ll want it every day for breakfast!
And I saw much more! A green wall when they were still a rarity and were not synonymous of a modular solution comprised of stackable plastic vases, those sold the meccas of the DIY. I saw wallpaper being used without fear, and combined with stucco and Scandinavian chairs and, perhaps for the first time in years, the Bordallo Pinheiro tableware regained its place at the table … long before all of this was replicated again and again around this Lisbon who loves to celebrate Vintage.

For all this, Royale was, for me, a pioneer. And today, practically 10 years have past, aand there it remains in Largo Rafael Bordallo Pinheiro, with the same strenght it had on the first day, and so it is important returning there. It continues to be the right place for a table of friends to share a meal because, whatever their culinary whims might be, at Royale, among dishes from around the, original salads, creative tostadas or a simple grilled steak, everyone will find something perfect (and delicious) to celebrate a night of friendship.

PS: More on Royale Café here and here.

2 comments

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: