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Monthly Archives: June 2014


source | pinterest.com

Que obsessão é esta com o “beach hair”?
Serei a única pessoa para quem “beach hair” é sinónimo de um ninho capilar composto por um emaranhado de cabelos revestidos com uma grossa camada de sal e a quem o vento desenhou um penteado que impede a entrada de qualquer instrumento de pentear? A menos que se pretenda que a escova/ pente passem rapidamente a acessório pois, a partir do momento em que tocam no cabelo, ali ficam, como se de um adorno se tratassem.
E agora vejo mezinhas para fazer produtos caseiros que garantem o tal “beach hair”: 2 copos de água quente + 1 colher de chá de sal + 1 colher de chá de óleo de coco + 1 colher de chá de gel.
Eu confesso que adorava que o meu cabelo se comportasse na praia como o da Kate Moss na publicidade da Kérastase. Poupava-me muito trabalho. Mas, no meu caso, “beach hair” = cabelo apanhado, seguido de protector capilar e pente cada vez que saio da água. E, nem assim, passo perto dessa imagem idílica e sensual da miúda cuja brisa do mar deixa o cabelo solto, levemente texturizado e ondulado.
Estou sozinha nisto? Quais são os vossos truques?

What is this obsession with “beach hair”?
Am I the only person to whom “beach hair” is synonymous of a capillary nest composed of tangled hair coated with a thick layer of salt and to whom the wind drew a hairstyle that prevents the entry of any instrument used to comb hair? Unless it is intended that the brush/ comb turns into hair accessory because from the moment it touches the hair, it stucks, as if it was an hair adornment.
And now I see DIY’s of homemade products that ensure that “beach hair”: 2 cups of hot water + 1 teaspoon salt + 1 teaspoon of coconut oil + 1 teaspoon of hair gel.
I confess I wished my hair would behave on the beach such as Kate Moss’s in the Kérastase advertising. It would save me a lot of work. But in my case, “beach hair” = up do, followed by sun protector and combing the hair every time I hit the ocean. And even so, I am so far away from that idyllic and sensual image of the beach babe to whom the ocean breeze offers loose, lightly textured and wavy hair.
Am I alone in this? What are your tricks?

Já aqui falei várias vezes do meu couple-crush Zachelly (aqui ou aqui) e, porque não é sempre que conseguimos ver ou ouvir o Zac, achei que valia a pena partilhar este vídeo.
Desta vez é da boca dele que podemos ouvir um bocadinho sobre esta paixão pelo “celebrar o dia-a-dia”, sobre hospitalidade, sobre alimentar o corpo e a alma.
E, roubando as palavras da Kelly,desta esta semana: “always take the time to raise a glass to life, love, fresh food and good friends” (aqui).

PS1: Eu preciso mesmo de voltar a NY e visitar Montauk e os Hamptons…
PS2: Ainda obcecada por aquele Lobster Roll…

I’ve talked a lot about my couple-crush Zachelly here (here or here) . But not always we get to listen or even see Zac, so I thought this was a video worth sharing.
This time, it’s from his mouth that we can hear a bit about this “celebrating the everyday” passion, hospitality and feeding the body and soul.
And, stealing Kelly’s words from this week: “always take the time to raise a glass to life, love, fresh food and good friends” (here).

PS1: I really need to go back to NY and visit Montauk and the Hamptons…
PS2: Stil obsessing about that lobster roll…

 




source | lanadelrey.com

“(…) The album reaches deeper into her slow-motion sense of time, her blend of retro sophistication and seemingly guileless candor.
(…) it opens quiet spaces. Her voice sounds human and unguarded, offering sweetness and ache even when she sings four-letter words.(…)” in New York Times

“Ultraviolence” da Lana del Rey tem estado em repeat no meu Spotify.
E não posso descrevê-lo melhor do que o New York Times.
Mas o mundo de Lana é profundamente negro. “Ultraviolence” dá o título ao album e desmultiplica-se nas 14 músicas que o compõem.
Cruel, Violence, Sad, Cry, são tudo palavras que se repetem ao longo de mais de uma hora de música.

Lana del Rey’s “Ultraviolence” has been on repeat on my Spotify.
And I can not describe it better than the New York Times did.
But Lana’s world is deep black. “Ultraviolence” gives title to the album and multiplies up to the 14 songs that comprise it.
Cruel, Violence, Sad, Cry, are all words that are repeated over more than one hour of music.

“(…)“I want one of two things,” she said. “I either want to tell it exactly like the way it was, or I want to envision the future the way I hope it will become. I’m either documenting something or I’m dreaming.”
(…) “I love the idea that it’ll all be over. It’s just a relief, really. I’m scared to die, but I want to die.” (…)” in New York Times

Há umas semanas atrás, Lana escandalizou meio mundo com as suas declarações ao The Guardian:
A couple of weeks ago Lana scandalized half the world with her statements to The Guardian:

(…)”I wish I was dead already,” Lana Del Rey says, catching me off guard. She has been talking about the heroes she and her boyfriend share – Amy Winehouse and Kurt Cobain among them – when I point out that what links them is death and ask if she sees an early death as glamorous. “I don’t know. Ummm, yeah.” And then the death wish.
Don’t say that, I say instinctively.
“But I do.”
You don’t!
“I do! I don’t want to have to keep doing this. But I am.”
Do what? Make music?
“Everything. That’s just how I feel. If it wasn’t that way, then I wouldn’t say it. I would be scared if I knew [death] was coming, but…” in The Guardian

Daqui para a frente foi a revolta nas redes sociais… para com a Lana, para com o jornalista… A filha de Kurt Cobain tweetou que a Lana não devia romancear a morte precoce dos artistas e esta retorquiu que não era bem aquilo que queria dizer…
A obcessão de Lena com esta visão negra da vida e do mundo não pode ser uma surpresa para ninguém. Lana renasceu de um passado profundamente precário. Mas “Ultraviolence” é uma viagem melódica e melancólica através deste olhar negro e solitário sobre a vida. Soa a verdade e, com toda a tristeza que lhe está associada, não deixa de ser uma viagem profundamente envolvente… uma que vale a pena fazer…

Going forward, it was the uprising of caos on social networks… anger towards Lana, towards the journalist… Kurt Cobain’s daughter tweeted that Lana should not romanticize the early death of artists and she retorted that that’s not what she wanted to say…
Lana’s obsession with this dark vision of life and the world can not be a surprise to anyone. Lana was reborn from a deeply precarious past. But “Ultraviolence” is a melodic and melancholic journey through this dark and lonely look on life. Sounds truth and with all the sadness associated with it, it remains a deeply interesting and immersive voyage…one worth taking…


source | acidadenapontadosdedos.com

“A Cidade na Ponta dos Dedos” em formato programa de TV no canal Económico TV, e também aqui.
“A Cidade na Ponta dos Dedos”, the TV show for Económico TV, and here also.


source | fashnberry.com

Esta produção.
This production.


source | byrdie.com

A Jamie King, cada vez mais bonita.
Jamie King, more and more beautiful each day.

Processed with VSCOcam with g3 preset
source | mine

Os petiscos da “Champanheria do Largo”.
Tapas from “Champanheria do Largo”.

Está na altura de colocar as coisas no seu lugar e aceitar que, quando se fala de unhas, não se pode usar a palavra “arte”. “Nail” e “Art” são, à partida, incompatíveis. É assim como dizer “Ketchup Art” ou “Sugar Art” (acabei de inventar).
Vamos concordar que, aquilo que vêmos em muitas unhas por aí, trata-se de decoração. Adornar, enfeitar, ornamentar, não é, por si só uma Arte. Alguém fala de arte quando enfeita o pinheiro no Natal?
Assim, e pondo de parte o gosto duvidoso da ornamentação de extremidades queratinosas (ainda tento encaixar a possibilidade de isto não ser apenas pura falta de gosto porque vejo muitas miúdas – geralmente americanas – cheias de pinta, com um ou outro ornamento de unha…já para não falar de um ou outro atrevimento da Chanel e da Dior neste campo…), vamos ficar por aqui e combinar que Nail e Art não têm lugar na mesma frase… Concordam?

It’s time to put things in their place and accept that, when it comes to nails, you can not use the word “art”. “Nail” and “Art” and are, by principle, incompatible. It’s like saying “Ketchup Art” or “Sugar Art” (just made this up).
Let’s agree that what we see around in many nails, is decoration. Adornment, embellishment, ornamentation, is not, by itself, an art. Does anyone speak of art when it comes to decorating the Christmas Tree?
Thus, leaving aside the tacky ornamentation of keratinous ends (still trying to fit that this might not be just pure lack of taste because I see many cool American girls with nail ornaments… not to mention some adventures from Chanel and Dior in this field …), let’s agree that “Nail” and “Art” have no place in the same sentence… Do you agree?


source | pintrest.com

PS: Deu algum trabalho encontrar um exemplo de Nail Art que não comprometesse seriamente a imagem deste blog…
PS: He took some work to find an example of Nail Art that does not seriously compromise the image of this blog …

SPOILER  ALERT

Chegou ao fim mais uma temporada de Game of Thrones.

Estou a começar estas linhas ainda sem saber bem o que dizer (talvez porque também ainda não sei bem o que pensar desta temporada) mas com muita vontade de dizer alguma coisa.

GoT habituou-nos a uma densa trama de personagens, com relações familiares, laços e rivalidades entre casas tão complexos que originaram árvores genealógicas extensas mas indispensáveis para um “quem é quem” em Westeros.
Mas, nunca antes como agora, as personagens me pareceram tão dispersas e as diferentes histórias a seguir um rumo tão seu que acredito serem rumos paralelos que nunca se chegarão a tocar.

Os Stark (os sobreviventes) parecem personificar na perfeição estas relações de paralelismo, quando Bran Stark opta por não comparecer frente a Jon Snow ou quando Arya, tão perto de Sansa Stark, acaba por não entrar no Ninho da Águia… Ou até mesmo quando opta por não aceitar a ajuda de Brienne que havia jurado a Catelyn Stark levar as suas filhas para casa. Ou, até mesmo, quando o filho adoptivo/ refém/ Theon Greyjoy, perante duas possibilidades distintas de voltar a “uma das suas casas”, não tem a força psicológica para tal, acabando por se remeter à sua condição de “Fedor” (vou tentar deixar em branco o meu descontentamento com este nome).
E numa série cuja trama se baseia na importância da família, o que devemos pensar da ausência de Rickon Stark?
E que dizer de Daenerys, essa pretendente ao trono que, inexplicavelmente, nesta temporada parece mais preocupada com a sua jornada pessoal que com o chegar a King’s Landing.
E Ygritte? A Ygritte em que eu tanta esperança depositava e esperava ver como personagem forte, acaba com um já conhecido “you know nothing Jon Snow”.
Valha-nos Tyrion Lannister, esse sim numa contínua entrega de momentos de ouro: do seu julgamento à reviravolta final, com um inesperado momento de “justiça pelas próprias mãos” protagonizado com a morte de Shae.
Mas até Tiryon acaba por nos deixar mal… matar Tywin enquanto este estava sentado… na sanita? WTF?!
Não tenho pretensão a fazer crítica de televisão. Sinto-me apenas um pouco defraudada com esta temporada de GoT, em que todos parecem estar permanentemente numa viagem que nunca os leva ao reencontro (excepto Bran… Esse parece ter chegado a algum lado, embora não perceba bem o porquê).
Bem sei que os livros são muitos e que a série ainda agora começou a explorá-los.
Parece-me apenas que se GoT quer continuar a manter os espectadores agarrados e sobreviver a estes intervalos de um ano entre temporada, então tem que dar-nos um pouco mais que as cenas épicas de morte. Essas, não faltaram com o “há muito que andavas a pedi-las” da morte de Joffrey e a “espetei-te mas és um gigante e não devia ter menosprezado o factor tamanho” de Oberyn.

Dito isto, é só impressão minha ou as coisas estão a arrefecer em Westeros? Talvez o Inverno esteja, de facto, a chegar.

Another season of Game of Thrones came to an end.

I’m still writing these lines without really knowing what to say (perhaps because I still do not know what to think of this season) but willing to say something.

GoT has accustomed us to a dense web of characters with family relationships, ties and rivalries between houses that originated a complex and extensive family tree, much needed for a “who’s who” in Westeros.
But now as never before, the characters seem so scattered and different stories seem to follow a course of their own that I believe them to be parallel courses that never come to play.

The Stark (survivors) seem to perfectly embody these relations of parallelism when Bran Stark chooses not to appear before Jon Snow or when Arya, with Sansa Stark so close, decides not to enter in the Eyrie… Or even when she chooses not to accept the help of Brienne, who had sworn to Catelyn Stark to bring her girls home. Or even when the foster child/ hostage/ Theon Greyjoy, presented with two distinct possibilities to return to “one of his homes” does not have the psychological strength to do so, eventually going back to being “Reek” (I will try to leave blank my dissatisfaction with this name).
And in a series whose plot is based on the importance of family, what must we think of the absence of Rickon Stark?
And what about Daenerys, pretender to the throne, that inexplicably, this season seems more concerned with her own personal journey than getting to King’s Landing.
And Ygritte? The Ygritte in which I had placed so much hope and expected to see as a strong character, finishes with a known “you know nothing Jon Snow”.
Thanks to Old Gods and the new for Tyrion Lannister, always delivering golden moments: from his trial to the final twist with an unexpected moment of “vigilante justice” played with the death of Shae.
But until Tiryon ultimately failed us badly… killing Tywin while he was sitting… on the toilet? WTF?
I have no desire to be a tv critic. I just feel a little disappointed with this season of GoT, when everyone seems to be permanently on a journey that takes them to never meeting each others again (except for Bran… He seems to have arrived somewhere, though I do not realize why).
I know that the books are many and that the series has just begun to exploit them.
It just seems to me that if GoT wishes to continue keeping viewers engaged and surviving these long abcenses of a year between season, then they have to give us something more than the epic death scenes. There was no shortage of these with “you’be been asking for it” Joffrey’s death and “I stabbed you but you’re a giant and should not have underestimated that size matters” of Oberyn.

That said, is it just me or things are getting cold in Westeros? Perhaps winter is, in fact, coming.


source | ign.com