Guia Marraquexe | Marrakech City Guide

 

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Como chegar?
A Tap tem voos directos a partir de Lisboa para Marrakech-Menara.

How to get there?
Tap has direct flights from Lisbon to Marrakech-Menara.

Onde ficar?
A oferta de alojamento em Marraquexe é vasta e diversificada. Entre hotéis e riads, será fácil encontrar um alojamento, dentro ou fora da Medina, que se enquadre no vosso perfil.

Os Riads são casas tradicionais da Medina, fechadas para o exterior e estruturadas em torno de um pátio central, frequentemente ajardinado. Dars são, igualmente, casas tradicionais da medina, distinguindo-se dos Riads pelo facto do pátio não ser ajardinado. No entanto, na procura de alojamento, será frequente encontrarem casas denominadas Riad apesar de serem, na verdade, Dars.

Existem duas Marraquexes distintas: intra e extra-muros.

No interior da Medina o espaço público é intrincado, caótico e frequentemente ruidoso. Mas esta é, também, a experiência mais verdadeira da vida nesta cidade.
As ruelas estreitas oferecem protecção do calor crepitante que abraça a cidade. Por oposição, o interior dos Dars ou Riads surge como um oásis: tranquilo, cuidado e o refúgio perfeito para descansar do caos da Medina e dos Souks.
Ficar num Dar ou Riad é também a única forma de usufruirmos desta misteriosa esfera do mundo privado que se esconde por trás de pesadas e espessas portas de madeira e muros cegos.

Mas a vida na Medina, além de muito intensa, poderá revelar-se cansativa. Se o que desejam é uma experiência mais tranquila e mais próxima dos padrões Ocidentais, deverão procurar alojamento num dos muitos hotéis extra-muros.

A oferta de alojamento em Marrocos é imensa. Não terão dificuldade em encontrar um preço que se adeque ao vosso budget. Mas tenham em mente que alojamentos muito baratos significarão, regra geral, pobres condições de salubridade e limpeza ou, em contrapartida, localizações menos favoráveis que poderão tornar-se um contratempo, uma vez que percorrer a Medina pode não ser fácil. Requer um óptimo sentido de orientação e fazê-lo com dificuldade, todos os dias, no regresso a casa não é uma experiência desejável.

A minha viagem por Marraquexe contemplou três momentos e experiências distintas que foram, também, oportunidades para conhecer diferentes Riads que não tenho dificuldade em recomendar.

O Riad Tizwa é uma casa com 5 suites e um quarto duplo, bem localizado num beco comodamente adjacente a uma rua principal onde se localiza o Palácio Dar El Bacha. Aqui sentir-se-ão seguros e terão facilidade em percorrer a Medina a pé e caminhar, por exemplo, até à praça Jemma El Fna.

O staff é simpático e receber-vos-à, como é costume em Marrocos, com um Chá de Menta e amendoins cobertos.

O único senão é a limpeza. Contem com quartos e casas de banho limpos todos os dias, mas não contem com o referencial de limpeza ocidental. O nível é q.b. e compensa na localização e o terraço é bonus, ideal para apreciar um pequeno almoço competente.

O Dar Sara, o segundo riad onde me alojei, pertence ao grupo Marrakech Riads, um grupo que representa 10 casas  com diferentes localizações e tipologias, todas no interior da Medina. Este grupo, criado em 2010, conta ainda com alguns restaurantes.

A minha experiência no Dar Sara acabou por ser um acaso. A reserva tinha sido feita num outro Dar: Dar Tarik. No entanto, à chegada ao local, concluímos que a localização da casa não era a melhor e contactámos o grupo Marrakech Riads, o qual percebeu o nosso descontentamento e garantiu o nosso alojamento no Dar Sara, próximo de Dar El Bacha.

O Dar Sara eleva a experiência do espaço privado em Marraquexe.

Abrindo a pesada porta que nos separa da ruela da Medina, somos inebriados por um intenso perfume de rosas. Aqui, contem com um alojamento de bom gosto e limpeza impecável. Ao longo do dia, incansável, o staff do Dar Sara varre as folhas e flores que caem das árvores e deita rosas na fonte do pátio, proporcionando um perfume inigualável.

Aqui encontrarão 2 pátios distintos, um deles com uma pequena piscina, uma sala de refeições e o melhor sítio para tomarem o vosso pequeno almoço: um amplo e solarengo terraço donde poderão apreciar um skyline pouco acidentado mas que proporciona uma experiência de descompressão fundamental antes, ou depois, de enfrentar a falta de horizonte do emaranhado de ruelas da Medina.

Where to stay ?
Accommodation in Marrakech is vast and diverse. Between hotels and riads, it will be easy to find an accommodation, inside or outside the Medina, that fits in your profile.

Riads are traditional houses in the Medina, closed to the exterior and structured around a central courtyard, usually with a garden. Dars are also traditional houses of the medina, distinguished from the Riads for not having a garden in the central courtyard. However, looking for accommodation, you will often find houses called Riads although they are actually Dars.

There are two distinct Marraquech: one inside the walls and another outside.

Inside the Medina, public space is intricate, chaotic and often noisy. But this is also the most authentic experience of living in this city.
The narrow streets offer protection from tehe sizzling heat embracing the city. In contrast, the interior of Dars and Riads emerges as an oasis:a quiet retreat from the chaos of the Medina and Souks.
Staying in a Riad or Dar is also the only way of enjoying this mysterious realm of the private world that lurks behind heavy wooden doors and thick blind walls.

But life in the Medina is very intense and it may be tiring. If what you are seeking is a quieter experience, closer to the Western standards, you should seek accommodation from the many hotels outside the city walls.

The offer for accomodation in Morocco is huge. You won’t have trouble finding a price that fits to your budget. But keep in mind that very cheap accommodation generally means poor conditions comfort and cleanliness wise, or less favorable locations that could become a setback since strolling around the Medina may not be easy. It requires a great sense of direction.

My trip to Marrakech included three distinct moments and experiences that were also opportunities to meet different riads that I have no difficulty in recommending .

Riad Tizwa is a house with 5 suites and a double bedroom, well and conveniently located in an alley adjacent to a main road where you’ll find Dar El Bacha Palace. Here you will feel safe, and will will have no problem finding your way around in the Medina. Walking, for example, to Jemma El Fna square, is an easy stroll.

The staff is friendly and will receive you, as is customary in Morocco, with a peppermint tea and covered peanuts.

The only drawback is the cleanup. Rooms and bathrooms are cleaned every day, but do not count on a western type of cleaning. The level is ok and it compensates in its location. The terrace is bonus, ideal to enjoy a competent breakfast.

Dar Sara, the second riad where I lodged, belongs to the group Marrakech Riads, a group representing 10 houses with different locations and types, all within the Medina. This group, created in 2010, also owns a few restaurants.

My experience at Dar Sara was fortunate. I had booked another Dar: Dar Tarik. However, upon arrival at the site, we concluded that the location of the house was not the best and we contacted the Marrakech Riads group which runderstood our discontent and secured our accommodation at Dar Sara, near Dar El Bacha .

Dar Sara elevates the experience of private space in Marrakesh.

Opening the heavy door that separates us from the alley of the Medina, we are immediately inebriated by an intense perfume of roses. Here count with tasteful accommodation and impeccable cleanliness. Throughout the day, tirelessly, the Dar Sara staff sweeps the leaves and flowers falling from trees and lays roses in the courtyard fountain, providing an unmatchable perfume.

You will find 2 distinct courtyards, one with a small pool, a dining room and the best place to have your breakfast: a large sunny terrace where one can enjoy a rather flat skyline but still providing a key experience of decompression before facing the lack of horizon among the alleyways of the Medina.
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Como poupar?
Marraquexe não é o destino barato que poderão pensar.
Uma entrada nos Jardins de Majorelle custará cerca de 4.5€ por pessoa.
Uma viagem de táxi anda, com frequência, na ordem dos 10€.
Um jantar singelo no mercado da Jemma El Fna não se faz por menos de 10€ por pessoa.

Assim, a única forma de poupar é apurando o vosso poder de negociação.
Aqui, regatear é fundamental. O valor das coisas é um conceito que não existe. Ele é apurado algures entre aquilo que vocês querem dar e acham que é o certo e o valor que o vendedor entende ser o mínimo para garantir uma margem de lucro. E isso é válido para pagarem uma viagem de taxi, um cesto de palha, ou uma relíquia em prata antiga.

Assim, pensem naquilo que querem oferecer como máximo e ofereçam sempre menos, porque o preço final ficará sempre no meio. Dica de um local? O preço anda geralmente em 1/3 do que começam por vos pedir.

How to save?
Marrakech is not the cheap destination you may think.
An entry in the Majorelle Gardens costs about 3.5$ per person.
A taxi ride, often costs something on the order of 8$.
A simple dinner at the Jemma El Fna market isn’t possible for less than 8$ per person.

So the only way to save is getting your bargaining powers ready.
Here, haggling is essential. The value of things is a concept that does not exist. It is calculated somewhere between what you want to give and think is right and the value that the seller believes to be the minimum to ensure a profit. And that goes for paying a taxi ride, a straw basket, or a relic in antique silver.

So think about what you want to offer as much and offer less, because the final price will always be somewhere in the middle. Tip from a local? The price usually goes for about one third of what they are asking for.
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Transportes
Garantam um transfer desde o aeroporto até ao vosso Hotel ou Riad.
Se estiverem alojados no interior da Medina é importante garantir que este primeiro acesso é feito sem problemas. No dia-a-dia a cidade percorre-se a pé, com o táxi a ser o meio de transporte preferencial para chegar aos pontos de interesse fora da Medina.

Transportation
Be sure to guarantee a transfer from the airport to your hotel or Riad.
If you are staying inside the Medina iit s important to ensure that this first access is done without problems. In the day-to-day walkings around the city you can go on foot or taking a taxi to get to places of interest outside the Medina.

Espaços Públicos
O modo de habitar árabe é fortemente condicionador do espaço público. A esfera do privado é um mundo misterioso que raramente conseguimos vislumbrar por entre portas que se entreabrem.

O espaço público é, essencialmente, aquilo que resta: um intrincado de ruelas frequentemente apertadas e de terra batida, onde, apesar de tudo, a vida pública se faz serntir, surpreendentemente, de forma intensa, com os marroquinos a percorrerem as ruas de bicicleta, mota ou a pé, a passo acelerado, de dia e de noite.

Os vazios urbanos são uma excepção, mas aqui encontrarão o maior deles: Jemma El Fna, a maior praça de África, considerada pela Unesco Património Oral e Imaterial da Humanidade e onde, durante o dia, encantadores de serpentes,faquirs, engolidores de espadas,dançarinos ou contadores de histórias, se juntam para, à noite, ceder grande parte do espaço, ao mercado de comida típica, que junta turistas e locais.

Ainda no interior da Medina, os outros pontos de interesse são a escola islâmica, a Madrasa Ben Yousef, a maior de Marrocos, que viria a ser encerrada nos anos 60 e as Tombeaux Saadiens, um dos poucos vestígios da dinastia saadí.

Imediatamente extra-muros poderão visitar o Palácio Bahia e, um pouco mais afastado, os Jardins de Majorelle, casa e jardim desenhados nos anos 30 por um expatriado francês e que viriam a ser comprados nos anos 80 por Yves Saint Laurent, cujas cinzas ali foram espalhadas após a sua morte.
A colecção de cactos é impressionante e merece uma visita e o azul Majorelle uma expressão de cor deslumbrante.
As mesquitas marroquinas não são visitáveis pelos não muçulmanos.

Public Spaces
The Arabic way of inhabiting is a strong conditioner of the public space. The private sphere is a mysterious world that we rarely glimpse through half open doors.
The public space is essentially what’s left: one of often intricate narrow streets and dirt. But public life becomes surprisingly intense with the Moroccans walking around the streets by bicycle, bike or on foot, day and night.

Urban voids are an exception, but here you will find the biggest of them all: Jemma El Fna Square, the largest square in Africa, considered by UNESCO Oral and Intangible Heritage of Humanity and where, during the day, snake charmers, faquirs, sword swallowers, musicians and storytellers gather during the day. In the evening, much of the space is occupied by the food market, which brings together tourists and locals.

Still inside the Medina, the other points of interest are the largest Islamic school in Morocco, the Madrasa Ben Yousef, which was closed in the 60s and the Tombeaux Saadiens, one of the few vestiges of the Saadi dynasty.

Immediately outside the walls, you can visit the Bahia Palace and a little further away, the Majorelle Gardens, home and garden designed in the ’30s by a French expatriate and that would be bought in the 80s by Yves Saint Laurent, whose ashes were scattered there after his death.
The collection of cacti is impressive and worth a visit and the blue Majorelle is a dazzling expression of color.
The Moroccan mosques can not be visited by non-Muslims, so don’t count on visiting one.

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Lojas
Os Souks são o local de comércio por excelência em Marraquexe. O mercado de Marraquexe é o maior de Marrocos e os seus souks, com a rede intrincada de ruelas e caminhos pejadas de exemplos de artesanato marroquino são a sua atracção principal.
Aqui podemos encontrar de tudo: utensílios de madeira, artigos em pele, cestarias, roupa, artigos de prata, louças, metais, etc, etc, etc.
Encontrar uma loja no souk é como encontrar uma agulha no palheiro, por isso, quando virem algo de que realmente gostam, não deixem a compra para o dia seguinte… poderão não conseguir voltar a encontrar a loja.
A verdade é que, entre este excesso de oferta, poderá ser difícil encontrarem aquele objecto ou artigo que vale mesmo a pena. E aqueles que se destacam são, regra geral, bastante caros. Aquele prato que vos parecia tão bonito no pintrest, ali, entre milhares de seus semelhantes, pode perder o seu encanto.
Mas os souks estão recheados de boas oportunidades, boas compras, elementos que, na vossa casa, vão ser um apontamento interessante e uma recordação de longas horas de negociação. O meu conselho é fazerem uma lista com aquelas coisas que querem mesmo comprar e, depois, deixar as compras para os últimos dias, quando já estão habituados à arte do regateio e quando não há berbere que vos intimide com o poder negocial. Lembrem-se: se ele não aceitar o vosso preço, o mais provável é que, 10 metros adiante, alguém o aceite.
Uma das lojas que gostaria de assinalar neste guia é a “Coopérative Artisanale Ennahda des Tisserands” (47 souk esstailia Marrakech), um recanto dedicado aos texteis que marca um dos meus grandes arrependimentos: não ter comprado aquela manta berbére de borlas e um azul especial que tanto me recorda a minha estadia no deserto de Agafay. Aqui a oferta é variada, mantas, toalhas, lenços, texteis para a casa, um piquenique ou um dia na praia. Com a garantia de estarem perante um produto artesanal.

Fora da Medina, na Rue de la Liberté, frente ao Kechmara Café, encontrei uma loja-antiquário verdadeiramente especial, onde marco outro dos meus arrependimentos, um lindíssimo colar de prata que faz os Dylanlex parecerem menos especiais.
O resto: tagines, taças e tacinhas, cestos e cestinhas, caixas e caixinhas, está um pouco por todo o lado e resta-vos escolher aquela onde conseguirem o melhor preço.

Stores
The Souks are the trading place par excellence in Marrakech. The Marrakech market is the largest in Morocco and its souks, with the intricate network of streets and paths littered with examples of Moroccan craftsmanship, are its main attraction.
Here you can find everything: wooden utensils, leather goods, baskets, clothing, silverware, crockery, metal,etc., etc., etc..
Finding a store in the souk is like finding a needle in a haystack, so when you see something that you really like, do not miss the opportunity… You may not be able to find the store the next day.
The truth is that among all this offer, it may be difficult to find one object or article really worth it. And those that stand out are generally quite expensive. One dish that you thought was so cute on pintrest, here, among thousands of their fellows, may lose its charm.
But the souks are filled with good opportunities that, in your house, will be an interesting appointment and reminder of long trading hours. My advice is to make a list of those things you really want to buy and then leave the shopping to the last day, when you are already accustomed to the art of haggling and when no berbere can intimidate you with their bargaining power. Remember: if he does not accept your price, the more likely it is 10 yards away, someone will.
One of the stores that I would like to point out in this guide is the “Cooperative Artisanale Ennahda des Tisserands” (47 Marrakech souk esstailia ), an alcove dedicated to textiles that marks one of my great regrets: not having bought that Berber wool blanket with tassels and a special blue that reminds me so much of my stay at the Agafay Desert. Here there is a varied offer in blankets, towels, scarves, textiles for the home, a picnic or a day at the beach. With the assurance that these are handmade products.
Outside the Medina, on Rue de la Liberté, across the street from Kechmara Café, I found a truly special antique – shop, and another one of my regrets: a beautiful silver necklace that makes Dylanlex seem less special.
The rest: tagines, bowls and bowls, baskets and baskets, boxes and boxes, is a bit all over the place and you just have to choose from the one where you can get the best price.
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Restaurantes
Chegados a Marraquexe, qualquer guia vos vai indicar x e y como os melhores restaurantes.
Serão essencialmente restaurantes turísticos, mas nem sempre isso é mau. O Terrasse des Épices é turístico que dói, mas é também o local onde comi a melhor iguaria que provei nesta viagem: a Pastilla de frango. O prato original é confeccionado com pombo, e poderão encontrá-lo em todos os restaurantes marroquinos, de frango ou de pombo, mas a Pastilla do Térrasse de Épices sobressai, e poder usufruir dela num ambiente agradável, ainda que cheio de turistas, não tem mal nenhum. Nota positiva também para as sobremesas.
O Grand Café de La Poste está localizado fora da Medina, no Guéliz, e é um restaurante elegante com uma carta francesa de inspiração marroquina.
O ambiente destaca-se pelo seu requinte e, aqui, marroquinos endinheirados misturam-se com turistas. O preço é elevado e, na minha opinião, os pratos não estão à altura, com alguns a serem servidos claramente requentados e, muitas vezes além do ponto certo da confecção. Mas o Grand Café de la Poste é uma pausa agradável na vida mais acelerada da Medina e nos pratos marroquinos que acabam, regra geral, por não primar pela diferença.

Restaurants
Arriving at Marrakech, any guide you will indicate x and y as the best restaurants .
Those will be, essentially, restaurants for tourists, but this is not always bad. Terrasse des Épices is as touristic as it gets, but it is also the place where I had the best dish I tasted on this trip: the chicken Pastilla. The original dish is made with pigeon, and you may find it at all Moroccan restaurants, chicken or pigeon, but the Pastilla I tasted at the Terrasse des Épices stands out, and being able to enjoy it a pleasant, refined environment, although full of tourists, has no harm. The desserts here are also very good.
Grand Café de la Poste is located outside the Medina, in the Gueliz, and is an elegant restaurant with a French menu of Moroccan inspiration.
The environment is refined and here wealthy Moroccans mingle with tourists. The price is high and, in my opinion, the dishes are not up to the standard, with some being clearly reheated and served above the proper degree of cooking. But the Grand Café de la Poste is a nice break in the fast life of the Medina and Moroccan dishes that end up generally being always the same.

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A excepção
Marrocos é um país de paisagens contrastantes e, quando ouvimos falar em deserto, sonhamos com camelos, dunas e tendas montadas sob um céu estrelado.
O único camelo que vi em Marraquexe estava perto do aeroporto, numa rotunda, a servir de atracção turística.

O deserto em Marraquexe também não é o deserto dos nossos sonhos. Ainda assim decidimos, e em boa hora, embarcar numa experiência do deserto possível à distância de uma curta viagem de 4*4: o deserto de Agafay – um deserto de pedras que na primavera se enche de flores, trigo e cevada, mas que no verão nos proporciona um terreno árido que evoca as paisagens desérticas e permite usufruir do tal céu estrelado mas, também, de impressionantes vistas das montanhas do Atlas, uma cadeia montanhosa que separa as terras costeiras do mar Mediterrâneo e do oceano Atlântico do deserto do Saara .

Percebendo que o deserto faz parte do imaginário do viajante que procura Marrocos, aqui em Marraquexe alguns viram uma oportunidade para oferecer uma experiência alternativa de deserto.

Em Agafay poderão encontrar 4 propostas distintas de experiência de deserto e, entre elas, o Scarabeo Camp: um charmoso bivouac com tendas cuja fixação muda, seguindo o ritmo das estações do ano.

Espalhadas entre a paisagem, as espaçosas e confortáveis tendas brancas estão decoradas com peças de artesanato replicando o ambiente de uma expedição de outros tempos, digna de um Indiana Jones. Um ambiente simples mas requintado, decorado com materiais naturais, mantas berberes, lanternas marroquinas e apontamentos vintage, criam este cenário especial para usufruir do deserto de pedras de Agafay com vista sobre as montanhas do Atlas.

A experiência é fruto do empenho de um casal Belga, Vincent (fotógrafo) e Florence (designer gráfica). Juntos procuraram criar o local certo para usufruir, nas suas palavras, desta experiência de paisagem mística de deserto ainda intocada pelo turismo.

Foi aqui que usufruí das minhas melhores refeições: um almoço simples de espetadas de frango enriquecido por uma variedade de saladas e entradas marroquinas, sob o resguardo de uma tela que nos protegia do solo e permitia vislumbrar um território sem fim visível.
Depois de descansar preparámo-nos-nos para um passeio exploratório do território circundante.
E, ao cair da noite, pudemos provar um quase sumptuoso jantar, sob a protecção de uma tenda privada com um ambiente impecavelmente criado com mesas rústicas e lanternas marroquinas. A delícia das entradas superou a do almoço, com uma vasta selecção agridoce, e o prato principal, uma Tagine de Vaca, alperces secos e ameixas, acompanhada de um couscous fino, arejado e solto, foi o melhor prato que provei em Marrocos. Para finalizar, uma espécie de crumble de figo rematado com o chá de menta, açucarado, tal como os marroquinos o recomendam.

A experiência do Scarabeo é, sem dúvida alguma, uma experiência montada por estrangeiros visionários para turistas sedentos de ambientes requintados. Mas, ainda assim, é uma experiência imperdível, que recomendo vivamente, e uma lufada de ar fresco para fugir ao frenetismo e confusão da Medina. Dali partimos com uma vontade renovada e inspirados para redescobrir Marraquexe e os seus recantos.

The exception
Morocco is a country of contrasting landscapes and, when we hear of the desert, we dream of camels, dunes and tents under a sky full of bright stars.
The only camel I saw was in Marrakech, near the airport, near a roundabout, serving as a tourist attraction.

The desert in Marrakech is also not the desert of our dreams. Still we decided going on this desert experience, the one possible distance at a short 4*4 trip away: the desert Agafay -a desert of stones wich in spring is full of flowers, wheat and barley, but in summer gives us an arid terrain that evokes the desert landscapes and lets us enjoy not only the starry sky but also stunning views of the Atlas Mountains, a mountain range that separates the coastal lands of Mediterranean Sea and Atlantic Ocean and the Sahara Desert.

Realizing that the desert is part of the imaginary of the traveler coming to Morocco, here, in Marrakech, some saw an opportunity to offer an alternative desert experience.

In Agafay you will find 4 different proposals for this experience, and among them, the Scarabeo Camp: a charming bivouac with white tents whose fixation with changes to the rhythm of the seasons.
Scattered across the landscape, the spacious and comfortable white tents are decorated with handicrafts replicating the environment of an ancient times bivouac, worthy of Indiana Jones. A simple but refined atmosphere, decorated with natural materials, Berber rugs , Moroccan lanterns and vintage notes, creates this special setting to enjoy the wilderness of the Agafay desert, overlooking the Atlas Mountains.

This experience is the result of the commitment of a Belgian couple, Vincent (photographer) and Florence (graphic designer). Together they tried to create the right place to enjoy, in their own words, this experience of mystical desert landscape still untouched by tourism.

It was here that I tasted my best meals: a simple lunch of chicken skews enriched by a variety of Moroccan salads and entrees, under the protection of a white canopy that allowed us to overlook a territory with no visible end.
After resting we prepared ourselves for an exploratory tour of the surrounding territory.
And by nightfall, we tasted a magnificent dinner under the protection of a private tent with impeccable ambience created with rustic tables and Moroccan lanterns. The delight of entries exceeded the one from lunch with a wide selection of bittersweet starters, and the main plate, a Tagine au Bouef with dried apricots and prunes, accompanied by a fine, airy and loose couscous, was the best dish I tasted in Morocco. As dessert, a kind of fig crumble and with mint tea served with sugar as Moroccans do.

The Sacarbeo experience is, without a doubt, one developed by foreign for tourists hungry an exquisite experience. But still, it is an unmissable experience, which I highly recommend, and a breath of fresh air to escape the freneticism and confusion of the Medina. From there, we left with a renewed mood and inspired to rediscover Marrakech and its little secret corners.

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sources | mine
1: Marrakech . 2-3: Dar Sara . 4-5: Jemma El Fna . 6: Madrasa BEn Youssef . 7-8: Tombeaux Saadiens . 9-11: Les Jardins de Majorelle . 12: Le Souk . 13: Terrasse des Épices . 14-20: Scarabeo Camp @ Désert d’Agafay . 21: Thé à la Menthe . 22: Scarabeo Camp @ Désert d’Agafay

1 comment
  1. Catarina said:

    Another “must” read guide!

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