Foram cerca de meia dúzia os livros que recolhi para ler durante as férias.
As intenções eram boas, o clima ajudava, não havia desculpas.
O primeiro foi avançando a bom passo, mas quando a H pôs no meu radar a GQ francesa, acabou tudo. Não houve espaço para mais uma linha de nenhum livro.
É verdade! GUILTY! Tornei-me uma fã da GQ francesa!

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source | gq.fr

Em minha defesa:
#1 Na capa estava o Jason Statham AKA #oúnicocarecaquechamaaminhatençao (e eu sei que não estou sozinha nisto…bom, pelo menos partilho isso com a Rosie Huntington-Whiteley).
#2 Era uma óptima oportunidade para tentar refrescar o meu francês (achava eu… mal comecei a folhear as páginas percebi que aquele discurso informal está bem longe do meu pouco vocabulário… pior só mesmo aquela vez em que resolvi ver o “La belle personne” sem legendas).
#3 Havia uma série de artigos interessantes sobre o Airbnb, social media, etc.

As surpresas boas:
#1 Não estava carregada de miúdas nuas! Verdade! Fiquei muito surpreendida… afinal a minha referência são as revistas masculinas portuguesas e essas… ufffff… adiante!
#2 É inacreditável mas afinal há um universo inteiro de publicidade de marcas dedicadas ao homem. E não, não é apenas publicidade de relógios ou perfumes. Há uma quantidade incrível de campanhas das marcas de moda: o James McAvoy para a Prada, o Gerard Butler, etc.
#3 Há uma série de dossiers interessantes sobre estilo e moda masculina, tais como o B A BA da camisa branca, tudo sobre barbas e bigodes, ou como ser chique em qualquer circunstância!
#4 Os artigos de fundo são interessantes, actuais e transversais a qualquer género.
#5 Estamos perante uma verdadeira equivalente às revistas femininas para o público masculino.

Posto isto, tenciono continuar a dar uma vista de olhos nas GQ francesas e estou, de momento, a tentar averiguar como são a inglesa e a americana.
Pleasure… not so guilty!

This year, I’ve picked up about half a dozen books to read during the holidays.
The intentions were good, the weather helped, there were no excuses.
The first one was going at a good pace, but when H put the French GQ on my radar, it all stopped. There was no room for another single line from any book.
It’s true! GUILTY! I became a fan of French GQ!

In my defense:
#1 On the cover was Jason Statham AKA #theonlybaldguyilike (and I know I’m not alone in this … well, at least I share it with Rosie Huntington-Whiteley).
#2 It was a great opportunity to tryand refresh my French (I thought …as soon as I started flipping pages I realized that the informal speech was far from my limited vocabulary capacities… I only had it worse that time I decided to watch “La belle personne” without subtitles).
#3 There were a number of interesting articles about Airbnb, social media, etc.

Good surprises:
#1 It was not loaded with naked girls every other page! I was very surprised… after all my reference were the Portuguese men’s magazines and those… ufffff… let’s continue!
#2 It’s unbelievable but there is a whole universe of advertising dedicated to man. And no, it’s not just advertising for watches or perfumes. There is an incredible amount of fashion brands campaigns: James McAvoy for Prada, Gerard Butler, etc.
#3 There are a number of interesting articles on style and menswear, such as all about the white shirt button ups, all about beards and mustaches, or as being chic in all circumstances!
#4 The featured articles are interesting, current and for any genre.
#5 We have a true equivalent to women’s magazines dedicated to the male audience.
That being said, I intend to keep reading the French GQ and am trying to figure out if the English and American versions are also good.
…Not so guilty pleasure!…

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source | gq.fr

PS: Atenção ao número especial: “O Manual do Estilo, Outono-Inverno 2014/2015, Tudo o que um homem deve saber para ser chique em todas as circunstâncias”
PS: Please look for the special issue: “The Manual of Style, Autumn-Winter 2014/2015, Everything a man should know about being chic in all circumstances”.
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source | gq.fr

Queridas mães prendadas, em sexta-feira de Halloween um TBT para o ano passado aqui e aqui:
Dear gifted mommies, it’s Thursday, Halloween, so let’s TBT to last year, here and here:

source | ohhappyday.com


source | irrelephant-blog.com

E um novo favorito deste ano:
And a new favorite for this year’s Halloween:




source | irrelephant-blog.com

A Monocelha é S E M P R E uma característica A S S U S T A D O R A ! Bom Halloween!
The Unibrow is A L W A Y S  a  S C A R Y  feature! HAppy Halloween!

Não sigo muitos famosos no Instagram.
Sigo muitos desconhecidos, isso sim, mas estrelas da música, do cinema, etc, não.
Mas gosto muito de seguir a Diane Kruger (alemã, ex-modelo, actriz -Troy, Inglourious Basterds, The Bridge- com participações no cinema e televisão, cara da Chanel, etc.) que aderiu recentemente ao Instagram e posta com muita regularidade, de forma muito pessoal, verdadeira e sem medos de mostrar a Diane sem produções.
Sejamos honestos, são raros os casos em que postamos, sem medos, aquelas fotos menos boas… Por isso, R E S P E I T O !
Ora vejam os posts de ontem:

I don’t follow many superstars on Instagram. I follow alot of people I do not know in person, yes I do, but stars from music, film, etc., I do not.
But I enjoy following Diane Kruger (German, former model, actress -Troy, Inglourious Basterds, The Bridge- with appearances both in film and television, face for Chanel, etc.) who recently joined Instagram and posts quite regularly, and in a very personal way, without fear of showing herserlf, the true Diane, in bare skin.
Let’s be honest, rare are the cases in wich we post a not so perfect picture of ourselves… For that, R E S P E C T !
Take a look at yesterday’s posts:

Ela é surfista. Ela é mulher fatal. Ela é mãe. Ela é modelo. Ela é uma mulher apaixonada. Neste vídeo a Chanel quer por a Gisele a fazer check nas caixinhas todas e torná-la na Special One. 1 bocadinho too much?  Dirigido por Baz Luhrmann.
She is a surfer. She is a femme fatale. She is a mother. She is a model. She is a woman in love. In this video, Chanel is trying to check all the boxes with Gisele and turn her into the Special One. A bit too much?  Directed by Baz Luhrmann.

A Renée Zellweger fez uma plástica.
“Óhhh, é só mais uma actriz que fez uma plástica” – diriam vocês.
Nope. a René Zellweger fez a seguinte plástica:

Renée Zellweger had plastic surgery done.
“Ohhh, it’s just another actress who had plastic surgery” -you would say.
Nope. Rene Zellweger made ​​the following plastic surgery:


source | huffingtonpost.com

… e transformou-se numa pessoa completamente diferente. É realmente OUTRA pessoa. Tudo bem, é lá com ela. Mas não nos sentimos um bocadinho defraudadas quando alguém que aprendemos a conhecer, com quem desenvolvemos alguma empatia quando personificou a solteirona trintora Bridget Jones, de repente faz um erase das suas expressões e se apresenta como alguém completamente novo? E que médicos são estes que acham normal e válido alterar completamente a fisionomia de alguém?
Aparentemente a Renée explica que está diferente porque está “feliz”, “saudável” e “em paz”, diz o “The Guardian”.
Tenho pena… a Renée de antes, a do Cold Mountain, era mais bonita, parecia mais saudável e, acima de tudo, era diferente. E até que ponto é normal que uma mulher sem qualquer problema se transforme desta maneira. E que um médico embarque nisto?

And … she became a completely different person. It really is ANOTHER person. Okay, it’s her face. It’s up to her. But don’t you feel just one bit cheated, after learning to know her and developping even a certain empathy with her when she personified the 30 year sad single girl named Bridget Jones,when she suddenly erases her expressions and introduces herself as someone completely new? And who are these doctors who find normal and valid completely changing someone’s face?

Apparently Renee explains that she is different because she is “happy”, “healthy” and “at peace”, says “The Guardian”.
I’m a bit sad … Renee from before, the Cold Mountain Renée, was prettier, looked healthier and, above all, was different from everyone else.
And at what point is it normal for a regular woman, without any problem, to transform herself this way. And that a doctor accepts it.

iron5
source | flaticon.com
5 dicas para derenrugar roupa sem ferro de engomar. Perfeito para as viagens.
5 tips to De-Wrinkle clothes without a flat iron. Perfect when travelling.

Beschle
source | mine
O chocolate de Flor de Sal e Pistachios da Beschle.
Beschle Fleur de Sel & Pistachios chocolate.


source | pintrest.com
Blusões de pele e saias/vestidos levezinhos.
Leather jackets and flowy skirts/ dresses.


source | thisiscolossal.com
Este DIY para o Halloween.
This DIY for Halloween.


source | lux.iol.pt

No meio de toda a azáfama, esqueci-me de comentar uma das polémicas da blogoesfera que me deixou absolutamente perplexa nos últimos dias: a que rodeou a presença da Jessica Athayde no desfile da Cia. Marítima para a Moda Lisboa. A Jessica, para quem não acompanha este universo, é uma jovem actriz portuguesa com uma enorme paixão pelos seus dois cães e, na minha opinião, uma miúda girissíma e dona de uma corpinho invejável.
Quando a Jessica abriu o desfile da Cia. Marítima no 2º dia da Moda Lisboa, abriu também as portas ao absurdo de comentários sobre a sua pretensa vergonhosa forma física, chegando a ver escritas coisas como “mais abdominais e controlo nesses hidratos de carbono” no facebook de um blog.
Não sei qual foi a real dimensão deste ataque ao corpo da Jessica. Sei que muito se falou disso. Fiz um browse pelo instagram dela e dei com um ou outro comentário menos agradável. No blog da Jessica, algumas pessoas usaram o espaço de comentários para continuar o ataque.

A mim, ocorrem-me essencialmente dois pensamentos: que necessidade é esta de usar os social media para o ataque pessoal e quando é que um corpo bonito e feminino passou a ser sinónimo de excesso de hidratos de carbono?

Pessoalmente, gosto mais de pensar nos blogs como um espaço para falarmos e acompanharmos as coisas de que gostamos e aquilo que entendemos que importa partilhar, mas sempre de um ponto de vista positivo. Não é que no meu dia a dia eu não destile algum  veneno. Mas faço-o em privado, e com os amigos. Não entendo mesmo esta onda de cyber bullying, e acho lamentável e absurdo que se  gaste tempo em ataques pessoais online.

Voltei a lembrar-me do caso da Jessica precisamente ontem, enquanto me deliciava com um prato de panquecas com doce de alperce (que era nada mais nada menos que o meu almoço às 4 da tarde, uma vez que continuo com os horários trocados).
Na mesa ao lado estava uma blogger portuguesa bastante conhecida, uma jovem de 23 anos que bebia apenas um café. Na sua mesa foram aparecendo mais amigas. Todas elas tão jovens quanto ela, e todas elas a fervilhar de ideias que apresentavam mutuamente e debatiam animadamente. Em comum, além da tenra idade, da fervorosa criatividade e dos cabelos impecavelmente lisos que apresentavam, tinham também o facto de serem absolutamente magras. Excessivamente magras, diria eu. Esta blogger é uma daquelas miúdas que constrói o discurso do seu blog em torno da sua imagem. Esta imagem de miúda magra que não está ao alcance da maioria das jovens da sua idade. Eu, a quem pagam (mal) para ter ideias diariamente, do alto dos meus 15 anos que lhe acresço e da exuberância do prato de panquecas que me acompanhava, pensava: é precisamente este o tipo de miúda que envia a mensagem errada, que marca como desejável uma imagem que não é, de facto, assim tão bonita, e que contribui para que a imagem de uma miúda, magra mas com curvas nos sítios certos e um peito digno de se ver, como a Jessica seja, repentinamente, a imagem de marca do excesso de hidratos de carbono. E depois é vê-las por aí (a estas miúdas), a espalharem esta imagem absurda e a acreditarem realmente que o objectivo é aquele corpo sem formas e com um 6-pack marcado. Miúdas como as que vejo frequentemente debaterem um futuro promissor, cheio de oportunidades mundo fora, enquanto repetem entre si: “Ai, isto é enorme! Tou tão cheiaaaa!” a meio de um delicioso, mas longe de ser excessivo, prego do Prego da Peixaria.

Perante isto apetece-me apenas “repescar” esta imagem que o Rui Unas partilhou no seu facebook! E fica tudo dito.

With everything going on an work, I forgot to comment on the recente blogosphere-controversy that made me utterly perplexed in the recent days:  the one that surrounded the presence of Jessica Athayde in the Cia. Maritima fashion show. for Moda Lisboa. Jessica, for those who do not know, is a young Portuguese actress with a huge passion for her two dogs and, in my opinion, a beautiful girl and owner of an enviable little body.
When Jessica opened the Cia. Maritima show on the 2nd day of Moda Lisboa, she also opened the doors to the absurd comments about her alleged shameful physical form, having to read things about her body like “more abdominalexercises and control those carbohydrates” in the facebook of a blog.
I do not know which was the real dimension of this attack to Jessica’s body. I know much was said about it. I made a browse through her instagram and saw a couple of unpleasant comments. Some people used the comment space in Jessica’s blog to continue the attack.

Mainly, two thoughts occur to me: what’s this need to use social media for personal attack and when did a pretty and feminine body become synonymous with excess carbohydrates?

Personally, I like to think of blogs as a space to talk and accompany things we like and that we understand and that we believe to be important to share, but always from a positive point of view. It’s not that in my day to day life I don’t bad-mouth . But I do it in private, and with friends. I do not understand this wave of cyber bullying, and I think that is unfortunate and absurd spending time online in personal attacks.

I came to remember the case of Jessica just yesterday while I was indulging myself with a plate of pancakes with apricot jam (which was nothing less than my lunch at 4 pm, as I continue with a “work-lag” due to the absurd amount of work over the past two weeks).
At the next table was a Portuguese well known blogger, a young 23 year old girl who drank just a coffee . On her desk more friends were joining her. All of them as young as her, and all of them bustling with ideas that they presented and debated with each other excitedly. In common, besides the tender age, fervent creativity and impeccably straight hair there’s also the fact that they are absolutely thin. Excessively thin, I would say. This blogger is one of those girls who builds the speech in her blog around her image. This lean girl whose image is not within the reach of most of her peers. I, who am paid (poorly) to have ideas on a daily basis, from the top of my 15 years over her age and the exuberance of the plate of pancakes that accompanied me, thought: this is precisely the kind of girl that sends the wrong message, who marks an image that is not in fact as beautiful as she thinks as desirable , and that contributes to the image tha a girl, skinny but with curves in the right places and a decent rack (hope this doesn’t sound too offensive in english) like Jessica is suddenly the image for excessive carbohydrates. And then we have to to see them around (these girls), scattering this absurd image and really believing that the objective is that shapeless body, marked with a six-pack. Girls like the ones I often see discussing a promising future, full of opportunities, while they repeat to each other: “Oh, this is so huge…I’m so fed up!” the middle of a delicious but far from excessive, meat sandwich from “Prego da Peixaria”.

Given all this I just  feel like posting this picture that Rui Unas shared on his Facebook! And it is all said.


source | Rui Unas via facebook

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